ipê-branco fora de época na unesp-marília

nada como fotografar!

caríssimos,

meu último post também veio com as costumeiras desculpas pela falta de postagem aqui. mas os outros projetos - e não são poucos - têm me tomado todo o suor e as lágrimas (a maioria de alegria!). vim hoje com o alento de esperança de poder, novamente, dar um reinício a esse espaço blogueiro. talvez esse seja um caminho não muito utilizado, talvez também pelo mesmo motivo que o meu, da falta de tempo de um fotojornalista. é da redação pra casa, da casa pra hora extra, da hora extra pra redação, do sábado cobrindo o esporte e no domingo fazendo frilas. nossa vida de fotojornalista é assim. hoje estou mais na função de assessoria. toda aquela aventura da redação é sentida em doses homeopáticas, mas sentidas. hoje, a convite do uol (que nos cede um espaço excelente pra demonstrarmos nossos ofícios, sentimentos, futilidades e, sobretudo, o conhecimento compartilhado) venho falar do dia mundial da fotografia. para muitos hoje também é o dia do fotógrafo. eu nunca sei essas datas. nunca mesmo. sempre é minha mãe quem presta atenção no programa da ana maria braga pra saber a quem parabenizar. hoje, parabenizo meus colegas de trabalho que mexem os olhos e os sentidos para trazer à sociedade aquilo que, às vezes escancarado, às vezes não, deve ser mostrado, deve ser compartilhado, ou, simplesmente, por merecimento da possível eternidade.

se eu for compartilhar nesse post o que tudo isso me significa, devo citar um sonho que tive uma vez e transformei em redação curricular:

A maior ausência em minha vida é a correria com uma máquina fotográfica nas mãos. Num sentido primário de pleno egoísmo, fotografo simplesmente por ser um dos poucos ali no local; e este sentido aumenta gradativamente ao perceber que estou ali não por mim nem pela instituição a qual represento, mas por pares de olhos que passam e param em frente a uma banca de jornais ou que dão minutos de sua manhã sagrada à visão que eu tive dentro daquele retângulo minúsculo, suprimindo este meu egoísmo que se transformou em comunicação. Pela experiência que tive desde "moleque", com essa transformação de egoísmo em técnica e estética, foi que escolhi numerar a importância pedida, por ainda suportar essa ausência e para, quem sabe, ir além dum processo simples e automático que muitos ainda teimam em tratar como fotografia, num sentido generalizado. No mais, o importante é ser versátil.

Esta semana, sonhei com um futuro filho que pretendo ter. O chamo de Francisco. Numa rapidez que somente os sonhos nos proporcionam, o embalava antes de dormir. Aquele menino gordinho, de cabelos cacheados me perguntou, com a simplicidade de bochechas rosadas e olhos apertados de sono, "pai, o que é vida?". Ali já não mais sonhava, pois respondi como responderia a qualquer filho, desses que pretendo ter: "vida é tudo aquilo que podemos fotografar". Mais rápido ainda, o sonho fez de Francisco um moço me mostrando a epígrafe de sua tese: "vida é tudo aquilo que podemos fotografar. (Meu Pai)".

É claro que foi somente um sonho, um flash, quase uma epifania noturna. Mas hoje considero a fotografia o começo da minha vida. A cada momento captado, me revelo um guardador do passado e do presente. Me sinto um céu limpo de noite aprazível que resgata todos os passados no brilho das estrelas.

Mais claro ainda é o fotojornalismo que sinto correr como vida em mim, como força, como prazer; (...) correspondo aqui com meus sonhos, meus objetivos, minha esperança (...) e pelos ensinamentos de vida de meus Franciscos.

a fotografia me é. em mim, esse desejo todo de ser eternizado em fração de segundos, não num processo mecânico ou digital, mas numa coisa maior, de aglutinação do viver, do saber, do imaginar, do sentir e, por que não?, surrealizar num instante perfeito que todo ele é.

gustavo leme
(um post do dia da fotografia deve, sim, ter fotografias. as postarei a seguir)



- Postado por: Gustavo Leme às 11h57
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como anda meu tcc

caríssimos,

peço desculpas por não comentar mais aqui, mas o tempo tem sido um inimigo voraz. a cada vez que penso em algo legal para deixar aqui, vejo os minutos gritando ordens para voltar a focar meu tcc. pois bem, hoje venho aqui somente para avisar que estou nos finalmentes (apesar de ter descoberto coisas ótimas para acrescentar e/ou modificar drasticamente o menino). assim que a parte monográfica estiver pronta, juro vir só para dar uma palhinha do que andei fotografando, pensando, descobrindo e projetando.

um abraço e tudo de bom!
me desejem sorte!

*para não ficar essa sensação de que não contribuo mais com fotografias, aí vai uma da viagem da alta paulista:

gustavo leme

Estação abandonada em Herculândia



- Postado por: Gustavo Leme às 11h05
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palestra: a arte de fotografar

ontem (dez de outubro), ministrei uma palestra, minha primeira em toda vida, para o pessoal da universidade aberta à terceira idade (unati unesp/marília), sobre fotografia e fotojornalismo. comentei sobre câmeras, equipamentos, tecnologia, olhar crítico, técnica, história, ética e jornalismo para um grupo de, aproximadamente, trinta senhoras e senhores dispostos a colocar na mesma linha de mira, como disse henri cartier-bresson, o olho, a mente e o coração. disponibilizo aqui os arquivos utilizados, já que sou super adepto do open source. há várias idéias em torno disso tudo que discutimos, podendo transformar o bate-papo descontraído de ontem em projeto para o futuro.

a arte de fotografar - slides (pdf)
a arte de fotografar - texto (pdf)

enjoy it!
:)



- Postado por: Gustavo Leme às 08h13
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trilhando marílias
ensaio fotográfico

gustavo leme | 2007

pode-se dizer que trilhos, trens, vagões e apitos rasgaram de fora a fora as costas do estado de são paulo para que um brasil esvaísse em progresso numa nova espinha dorsal sólida, de vigas e vidas. e pode-se dizer que esses mesmos trens, que passaram fumaceando e clareando um futuro, foram os únicos que não sobreviveram para contar e partilhar seus benefícios e histórias. o que se vê em marília, com costelas dessa espinha se revelando fratura exposta de abandono e descaso, ou até mesmo uma falsa consideração, com vagões sujos e a se mostrarem inúteis perante a grandeza e necessidade, é um amontoado de ferros ao léu, descanso da sombra, depósito de lixo, cegueira social, travessia, estacionamento de ônibus contrastando custo-benefício e aquecimento global, parada do tempo, descuido do espaço... é o trem que passará por cima da história, reescrevendo-a, ou a cidade passará por cima dela mesma.

gustavo leme | 2007

gustavo leme | 2007

gustavo leme | 2007

gustavo leme | 2007

gustavo leme | 2007

gustavo leme | 2007

gustavo leme | 2007

gustavo leme | 2007

gustavo leme | 2007

gustavo leme | 2007

gustavo leme | 2007



- Postado por: Gustavo Leme às 15h50
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um ou dois propósitos

quero ser bem rápido pra falar do que pretendo aqui. este é o antigo olhodocurador.zip.net que resolvi reativar e retransformar, adaptando o conteúdo à área que escolhi para seguir agora que findo a graduação, o fotojornalismo. pretendo não manter uma freqüência pré-estabelecida, porque isso é tudo muito relativo e dependente de ene fatores, mas prometo, sim, trazer, assim que possível, informações sobre a área, meus trabalhos e afins. a propósito, inicio minhas incursões ensaísticas com fotos de trilhos, tema do meu tcc, que fotografei especialmente pra edição número zero da revista benedito.

obrigado!
:)



- Postado por: Gustavo Leme às 13h58
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Gustavo Leme. Hoje literário, amanhã fotográfico, semana que vem preguiçoso, mês passado criativo, de manhã um vagabundo, vez ou outra toca piano, mas pra sempre jornalista. Sempre!

Para saber mais:

Orkut
Portfolio Fotográfico
Carrapicho do Mato

Caixa de Pandora
:

- 17/08/2008 a 23/08/2008
- 25/11/2007 a 01/12/2007
- 07/10/2007 a 13/10/2007

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